Sunday, August 02, 2009

Cristo - Barra uma emocionante Fotonovela de Asa-delta

Esta é uma sequência de fotos - em estilo fotonovela! - tiradas no dia 8 de Junho de 2009, uma 2a-feira que amanheceu brilhando, primeiro dia de sol depois da frente-fria.

O único problema foi que eu regulei mal o ângulo da câmera que estava fixada na ponta da asa e isto deixou as fotos muito tortas, a ponto de não valer nem a pena endireitar com programa de edição pois perde-se muita área da foto no processo.

Desde cedo o céu azul com formação de nuvens sobre as cordilheiras mais altas já indicava um dia de farofa, e a condição não desapontou: pressão alta, temperatura fria, teto alto e vento de Norte-Nordeste na camada de cima. Na rampa lotada de asas, os ciclos eram consistentes, mas todos esperavam a melhor hora. Moikano iniciou os trabalhos decolando e subindo com suavidade até a base de um cúmulus a uns 1.200 metros asl. Já o Paulinho Cabeleira decolou em seguida e desperdiçando a indicação do Moikano, seguiu reto e perdeu tudo até ficar bem baixo no rotor do 2 Irmãos. Isso deixou os pilotos na rampa um pouco indecisos. Já não dava nem mais para enxergar o Cabeleira quando com muita habilidade ele se levantou e voltou para o voo, ralando muito logo na largada!

O Paulinho tinha pego um ciclo ruim, mas não havia dúvidas que o dia estava excelente então eu não quis esperar muito e, após o cansativo trabalho de manobrar minha asa até chegar na rampa, com tantas asas montadas no caminho, fiquei satisfeito ao ver que os pilotos mais experientes estavam se engatando em suas asas!

Já decolei ganhando! O nível da rampa e arredores estava muito trafegado, e progressivamente fui subindo e me afastando da muvuca. O voo foi bastante intenso e divertido, em alguns momentos trabalhado e também relativamente fácil, pois as térmicas estavam onde deviam estar. Bem... quase todas...

Quem deixou para decolar muito tempo depois dessa primeira leva, não conseguiu mais ir aos 1.200 metros onde a condição estava muito melhor, mas mesmo assim fizeram um vôo excelente até o Cristo, sempre ralando um pouco mais baixo, como é possível perceber ao fundo de algumas fotos.

O tracklog e informações do vôo estão em:

http://www.xcbrasil.org/leonardo/flight/16303

Segue a historinha!





















































Wednesday, May 27, 2009

Pico Agudo - taking off above the layer

The 3rd Stage of the Paulista Hang-Gliding Cup 2009, was scheduled for the weekend of May 22nd, 23rd and 24th. The organizers wanted many FAI registered pilots to attend in order to obtain the status of FAI event for this stage. The main reason was to validate the 2009 World Hang Gliding Championship participation of São Paulo pilot Michel Louzada and Rio de Janeiro pilot José Guilherme Lopes Lessa, since attending a FAI event was a requirement which both pilots hadn´t yet met this year.

Anyway, the spot was the Pico Agudo ramp - http://www.guia4ventos.com.br/det_rampa.php?id=39 - on the city of Santo Antônio do Pinhal - http://www.santoantoniopinhal.com.br/ - on the State of São Paulo. It´s also not too far away from Rio, only a 5 hour drive. This city sits very near the well know city of Campos do Jordão - http://www.camposdojordao.com.br/ - with only 15 Km separating the two.

Campos is a major weekend destination of the wealthy paulistans and not without a good reason: with both cities sitting above 1600mts asl, the weather is very cool, and makes for a alpine scene of sorts for us heat-stuck brazilians. Temperature at nightime was only 5 degrees Celsius which called for pasta, wine, fondues. Nice!

The weather was bright and one should expect good flying conditions, but I soon learned that this particular spot on the Mantiqueira range, is not very consistent, I wonder why that is, since it is actually pretty close to wonderful flying sites like the Pico do Gavião, in Andradas - http://www.guia4ventos.com.br/det_rampa.php?id=69 ; Atibaia - http://www.guia4ventos.com.br/det_rampa.php?id=27; etc.

On Friday morning, the first day, the condition looked very nice, but once we drove to the top of launch, we discovered that the ceiling, on the direction of flight, was very low, much below take off... Looking towards the interior though, conditions seemed much nicer, with a higher base and a drier look.

I wonder why the Pico Agudo ramp doesn´t share this inland condition with its neighbouring launches. Maybe influence of the sea? But its still a long ways from shore, maybe 80Km or so. On the good days though, specially when the North wind brings the inland conditions all the way to Pico Agudo and beyond, really great flights can be made, like flying all the way to the coast. Local Marcelo Menin once flew all the way to Ilha Bela and back to the mainland, a flight well above 120Km!

The track log for this flight is at: http://www.xcbrasil.org/leonardo/flight/15864


Anyway, I made a little movie of the launch on Friday. The interesting point is that we were launching above the ceiling, waiting for the cycles to clear so as to allow take-offs, and then gliding down to the thermic layer below. The lift was weak and the task was called for only 33Km, and even then no pilot was able to make goal. I finished 8th having been able to make the first turnpoint, not without a lot of struggle. Landed at the official LZ. It was to be my only flight there this weekend, since some family issues forced me to go back to Rio on the next day.


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Tuesday, April 28, 2009

Voo 28 de Abril

 
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Friday, April 17, 2009

The Rio de Janeiro Scene - 3

After a near two month flying hyatus, caused by my accident on the beggining of March, I finally took to the air again today. It was a beautiful post-frontal day in Rio, and the wind was coming from the Southwestern quadrant. The conditions looked great but in fact weren´t so for quite a while.

The early birds were greeted with a lot of work to stay up and only the best pilots, who were also patient, were rewarded with great flights. In seeing their struggle I decided to wait for a better window.

The problem was that I waited a lot, but not long enough. My flight was really hard to keep up, I fought for 40 minutes getting progressively lower.
About one hour after my take-off, when I had already landed, conditions finally, and suddenly too, improved a lot, and the guys who were still waiting had better flights with many of them visiting the Christ.

I was just really glad for being back on the air again! And I was very happy too for using succesfully my new camera mount on the leading edge, which rewarded me with many many great pics!
Some of them are below:

 

 

 

 
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Friday, April 03, 2009

Video Parque São Vicente 1/2/09

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Este vídeo é um pedacinho do programa Alta Pressão do SporTV, produzido pelo piloto Manoel Navarro. Eu tive que usar um editor de video gratuito que pregou uma etiqueta no meio da tela. Apesar de eu ter conseguido converter o video, o som original ficou completamente corrompido e tive que colocar uma trilha sonora nova por cima, no caso, Rebel Warrior do Asian Dub Foundation.

O video mostra o início de um memorável dia de voo na rampa do Pàrque São Vicente em Petrópolis, no dia 1 de Fevereiro de 2009. Todos os pilotos fizeram grandes voos, num dia que permitia diversas rotas pois estava termicamente fantástico enquanto praticamente sem vento nenhum.

O tracklog deste voo está em http://www.xcbrasil.org/leonardo/flight/12365

Uma versão deste vídeo com maior qualidade pode ser vista no youtube em: http://www.youtube.com/watch?v=U46N7FvKSOs

Monday, March 09, 2009

The Rio de Janeiro Scene - 2

Yesterday was a beautiful and unexpected flying day in Rio. Meteorology had predicted rains but the cold front pushed away to the ocean and left nice post-frontal conditions that took many pilots to the Christ and back!

I won´t be able to fly for another week or so, because of my bad bruise on my right thigh, accomplished during a bad landing, downwind and hitting the right sidebar full force with my thigh. Ouch!

I took these pictures from my apartment, the one with the gliders was just yesterday, while the other one is a beautiful sunset on the same view, but on a different day.
How many gliders can you spot enjoying the gentle lift over the Pedra Bonita? I counted 19!

 
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Friday, March 06, 2009

Petrópolis - Papucaia, com Caboing no final...

http://www.xcbrasil.org/leonardo/flight/13383

Voo do Parque, com vento Sul na rampa e algumas formações, apesar de o início ter sido batalhado. Nader e Bique se adiantaram e cruzaram sobre a rampa da Siméria, continuando sobre a serra. Eu fiquei pra trás e, depois de pegar uma boa sobre Fragoso, resolvi voar mais aberto. A derivada começou a mostrar que o vôo era de Sudoeste e fui deixando derivar sobre a parte de fora da serra, perdendo contato no radio com o resto da turma.

Comecei a pegar térmicas cadenciadas, e entrei num ritmo de vôo excelente. A condição foi ficando melhor ainda à medida em que eu me afastava da serra. Logo percebi que chegando ao braço da cordilheira que desce ali depois de Cachoeiras de Macacu eu teria que tomar uma decisão: terminar o vôo ou voar por cima da cordilheira, ou tentar contornar pela direita.

Acabei resolvendo terminar o vôo, porque eu não sabia onde aquela cadeia de morros iria dar. Depois de olhar hoje no XC percebo que a melhor decisão teria sido contornar pela direita, mesmo que eu tivesse que pousar numa terra de marlboro que tem ali. Se eu soubesse que já estava me aproximando de Rio Bonito, justamente onde tinha dado o vôo de Sampaio na semana passada, eu teria ficado pilhado para tentar chegar em Rio Bonito. Sinceramente acredito que ontem dava para ter feito Petro-Sampaio, apesar de ter que bater um pouco de través para contornar o braço da serrinha, ou então encarar por cima da serrinha, que achei meio sinistro.

Sobre o pouso, erros e lições:

Ao chegar sobre Papucaia ainda a confortáveis 700mts eu tinha várias opções de pouso, mas cometi erros.


Erro 1: Escolhi um pouso que era ao lado da rodovia e tinha comércio e posto de gasolina nas proximidades. O pouso era relativamente pequeno e no sopé do morro, com uma pequena inclinação. Havia vários pousos gigantescos alguns quiilômetros afastados da cidade, eu poderia muito bem ter pousado num pouso grande e andado até a cidade, ou esperado o resgate.

Lição: Estas palavras eu ouvi do Nader ontem: "Roubada é se machucar. Pousar longe, ter que pegar carona, esperar o resgate até de noite, nada disso é roubada. Roubada é se machucar."

Erro 2: Eu estava muito confiante no meu pouso e completamente convencido de que o vento lá embaixo teria que ser Sudoeste ou perto disso. Ali perto havia várias fogueiras e eu percebi fumaças indo em diferentes direções. Não dei muita atenção e permaneci confiando no vento do Compeo, que acusava, corretamente, que o vento era Sudoeste. Mas as fumaças divergentes deveriam ter me alertado para o fato de que poderia haver rotores ou um vento diferente na camada de baixo.

Lição: Não esperar que o vento esteja como você planejou, usar os indicadores locais até o último momento possível para determinar a direção do pouso.

Erro 3: joguei o paraca de arrasto porque o mato era um pouco alto e eu não queria ter que correr. O paraca de arrasto me trouxe para o chão muito rápido e eu caboinguei no chão sem chance de dar um última flutuada de efeito solo ou tentar correr.

Lição: não jogar o arrasto com vento de cauda, acho melhor tentar um suspiro no efeito solo. Essa é mais difícil porque depois que já jogou o arrasto nem sempre dá pra mudar a direção do pouso.



De fato o vento tinha entrado de cauda. Depois que pousei e fiquei ali sentado percebi que o vento entrava forte de Leste-Sudeste, nos ciclos de térmica ou pelo efeito dos morros ali atrás. Eu achei que estava pousando de Sudoeste limpo e estava pousando de Sudeste rotorizado...

Na hora do pouso lembro de ter pensado "algo não está certo" o chão estava passando depressa e o vento praticamente zerado nos meus ouvidos. Vi que era vento de cauda e que ia crashar. Estolei o máximo que deu e me encolhi.

A asa bateu primeiro com a armação e depois com o leading no chão que era capim com terra um pouco fofa e amorteceu bem. Eu passei limpo com os braços, como já fiz antes sem nenhum problema. Mas desta vez minha perna bateu com muita força na barra direita. Na hora senti muita dor e fiquei até com medo de me levantar e olhar minha perna. Achei que o cabo pudesse ter aberto um rasgo em minha perna, mas logo vi que não era tão ruim. Estava muito inchado mas não saía sangue.

Quando consegui me levantar vi que dava para mancar e consegui sair do cinto e fiquei sentado ali pensando no que fazer. Consegui me levantar e coloquei a asa em pé, nem que fosse para, pelo menos, manter um pouco de elegância. Dei sorte e minha asa ficou intacta, capim com terra meio fofa nem marcou o leading.

Dez minutos depois, dois menininhos, como sempre, apareceram, e eu perguntei a eles se havia algum lugar onde desse para comprar gelo ali por perto. Eles falaram que tinha e eu dei 10 pratas para eles trazerem gelo e 15 minutos depois eu já estava colocando gelo na pancada, o que eu acho que foi fundamental para que eu não estivesse pior hoje.

Na foto abaixo vocês vêem um de meus anjos salvadores, o irmão dele estava tirando a foto.




Na outra foto a volta pela ponte Rio Niterói com um CB no interior à direita.


Vou pensar em fazer para mim uma calça com proteção para a coxa toda, tipo uma “tornozeleira de coxa”. Fiquei muito preocupado de, no caso de um cabo de aço fino como os de nossas asas atuais, cortar nossa perna.

Galera vamos voar com segurança. Desculpem não ter feito minha parte ontem.